São Paulo diz que não quer vender Ganso, mas admite pressão em caso de proposta alta
29/05 - 21h32
O São Paulo diz não ter recebido proposta por Paulo Henrique Ganso e, antes mesmo de que qualquer documento chegue, afirma que não tem interesse em negociar o meia. Uma proposta muito vantajosa, no entanto, seria analisada e geraria uma pressão por parte dos investidores. Essa é a leitura que os dirigentes do time do Morumbi fizeram nesta quarta-feira, minutos antes do confronto com o Vasco começar, pela 2ª rodada do Brasileirão. Tudo por causa da notícia dada pela imprensa francesa de que o PSG tem interesse em contratar o meia, cerca de seis meses depois de ter recebido Lucas, que também atuava no São Paulo.
O diretor de futebol do time brasileiro, Adalberto Baptista, foi o primeiro a se pronunciar sobre o assunto no saguão do Morumbi e explicou que as cifras precisam ser muito elevadas para que a negociação fosse aberta. O jogador custou aos cofres do São Paulo cerca de R$ 16,4 milhões e ficou com 32% dos direitos econômicos. O restante foi pago pelo DIS, que tem 68% e desembolsou R$ 7,4 milhões.
"Primeiro, a gente mantém uma ótima relação com o PSG, tenho uma relação pessoal com o Leonardo [dirigente do time francês] muito boa. Mas não temos o mínimo interesse de vender o Ganso. Claro que, aquilo que foi falado do Luis Fabiano e outros jogadores será mantido. Eu não posso dizer que se a proposta for irrecusável a gente vá falar não. Mas é isso. Precisa ser praticamente irrecusável para podermos fazer o negócio. Mas, sinceramente, nem sei se o Ganso quer sair neste momento em que ele está recuperando seu futebol", disse Adalberto.