Roger dá razão ao torcedor por vaias no primeiro tempo de vitória
14/04 - 22h18
O São Paulo venceu o O'Higgins por 2 a 0 no Morumbis, mas o técnico Roger Machado avaliou que o resultado da partida foi melhor do que a atuação a equipe. A vitória deixou o time tricolor isolado na liderança do Grupo C da competição. Ao final do primeiro tempo, o treinador ouviu vaias vindas das arquibancadas, mesmo vencendo o duelo por 1 a 0. – Eu acho que esse momento do trabalho, tem um mês, naturalmente a gente busca estabilidade de atuação junto com resultados. O torcedor quando se manifesta está no seu direito, fizemos o gol cedo e de fato o primeiro tempo não foi bom.
– O adversário criou mais que a gente porque em determinado momento, bem postado atrás, nos restringiu espaços e fornecemos o que ele queria, o jogo de centro, e contra-ataques com erros de passes simples, forçados, em uma zona do campo que era justamente a armadilha deles. As vaias no primeiro tempo foram justas.
O treinador confirmou que o São Paulo não vai poupar sempre na competição. O comandante escalou um time misto na estreia, no Uruguai, mas mandou a campo força máxima contra o O'Higgins.
– É jogo a jogo. Hoje tivemos retornos de jogadores como Bobadilla, Luciano e Calleri. Lá no jogo com o Vitória, o Enzo saiu e teve carga reduzida. A gente vai quantificando jogos, demandas de viagem, e o placar muitas vezes condiciona a dar mais minutagem ou descansar determinado jogador.
– Será assim, jogo a jogo, como foi no Uruguai. A decisão de minutagem não é só pensando na competição, mas em uma estratégia de médio e longo prazo para atletas com questões físicas, como é o caso do Marcos, que tem uma carga alta de jogos, para evitar problemas. Mas problemas vamos ter, precisamos dosar os atletas.
O treinador falou sobre a preocupação com Marcos Antônio, que deixou o gramado sentindo uma lesão ainda no primeiro tempo.
– O Marcos ficou fora do jogo contra o Boston River, baixamos bem a carga dele. Ele vinha de uma sequência de jogos, com uma partida mais desgastante em Salvador, com um a menos, em um intervalo de três dias. Nas avaliações, não havia indícios de que ele precisaria ser preservado, como aconteceu no Uruguai. Não tem como saber agora, é recente. Ele teve algo muscular na parte interna da coxa, será avaliado pelos médicos e aí vamos entender o que ocorreu.
Confira outras repostas de Roger Machado:
Questão física – Esse jogo foi o meu nono. Estamos falando de nove jogos no intervalo de um mês, que teve uma parada para a Data Fifa, o que acaba gerando uma densidade ainda maior quando voltamos a disputar. Naturalmente, já comentávamos anteriormente sobre essa demanda de jogos, em função do calendário, em um ano de Copa do Mundo, em que tudo ficou mais condensado.
– Nós não planejamos as perdas, mas sabemos lidar com isso, dosificando as cargas, tirando atletas que estão sentindo algo para minimizar problemas. Foi assim que identificamos o Luciano, que ficou fora de um dos jogos, e o Sabino, que estamos segurando e provavelmente estará à disposição no fim de semana. Mesmo com toda a aparelhagem, aparecem problemas — não tem como fugir.
Ryan Francisco – Não vai ficar lá. O Ryan é do profissional, mas a gente utiliza nesses momentos em que os atletas estão retornando para dar minutagem a eles. Esse processo de gestão será feito à medida da evolução do Ryan. Ele está no começo do processo, e temos um caminho a percorrer para que ele possa estar disponível.