São-paulinos defendem 'insubordinação' de Ceni citando caso na Libertadores
03/09 - 22h48
O São Paulo conseguiu vencer após cinco jogos, mas o assunto do dia seguinte à partida contra o Atlético-GO foi a insubordinação de Rogério Ceni ao técnico Sérgio Baresi. Durante a partida da última quinta-feira, o goleiro foi flagrado dando instruções a Cléber Santana, que se aquecia atrás do gol, para que o meia pedisse que o treinador o colocasse em campo. Essa situação, no entanto, foi encarada com algo normal pelos jogadores tricolores.
“Nunca cheguei a pedir, mas tudo que acontece em campo, principalmente com o Rogério Ceni, com certeza é para ajudar. No momento acho que o Jean ou o Marcelinho estavam cansados e ele pediu a substituição. Ele opinou para colocar o Cléber [Santana], mas com certeza não foi para passar por cima de ninguém, mas sim para corrigir um posicionamento, já que ele tem essa voz ativa e todos o ouvem”, defendeu Jorge Wagner.
Quem também preferiu apaziguar o mal estar foi o meio-campista Richarlyson. Suspenso no confronto diante do Atlético-GO, o jogador tomou conhecimento da polêmica apenas pela imprensa, mas afirmou que esta não foi a primeira vez que Rogério Ceni ou mesmo os jogadores do São Paulo tomam decisões desse tipo.
“Já aconteceu em jogos da Libertadores de um treinador falar que íamos entrar com um posicionamento, e nós, jogadores, achamos que poderíamos nos dar mal. Então na boca do túnel conversamos e você acaba dando um passinho para direita ou um para a esquerda, e isso acabou dando certo. Ninguém ficou sabendo e depois falaram que a mexida do treinador é que deu certo”, revelou Richarlyson, sem citar quando o fato aconteceu.
Apesar de ser algo praticamente normal no São Paulo, o próprio Richarlyson admitiu que nem todos os treinadores encaram com tanta tranquilidade esse tipo de insubordinação de um jogador.
“Depende da conversa que se tem com o treinador. Alguns aceitam sugestões, outros não gostam. Como atleta, você pode ter uma leitura diferente dentro de campo, pensar em uma substituição e o treinador fazer outra. Se der certo tudo bem, caso contrário você pensa que ele poderia fazer o que você pensou. O importante é ter essa conversa e o treinador saber lidar com essas situações”, completou o meio-campista.