Após 20 anos e 925 jogos, Ceni se diz surpreso com tudo que conquistou
09/09 - 00h35
Como não poderia deixar de ser, assim que Alício Pena Júnior apitou o final da partida em que o São Paulo derrotou o Flamengo por 2 a 0, Rogério Ceni, a estrela da noite, foi cercado no gramado do Morumbi. Pacientemente, encarou o frio de 13º C e respondeu a todas as perguntas. Uma delas chamou a atenção. O camisa 1 deixou claro que, quando foi aprovado no teste realizado no dia 7 de setembro de 1990, jamais pensava que conseguiria escrever toda a história de sucesso que trilhou em duas décadas.
- A data é bacana, significativa, principalmente no dia em que eu parar e lembrar de tudo que aconteceu. Sinceramente, nem esperava que essa história começasse. Quando fiz o teste no Sinop, me aprovaram e, num jogo decisivo, os goleiros estavam machucados. Me escalaram e fomos campeões. Na sequência, vim para cá, fiz o teste e a história continuou. Mas não esperava chegar a tudo isso que conquistei. E só consegui porque tive a ajuda de muita gente importante, como Zetti, Telê Santana, Valdir Joaquim de Morais. Também trabalhei com grandes treinadores – lembrou o camisa 1.
Com 925 partidas disputadas, Ceni sabe que, se continuar no ritmo de 2010, completará 1000 jogos em 2011. Ele brincou com a situação e espera que isso demore a acontecer.
- Quero que demore porque quando acontecer significará que estará perto do final de tudo. Até porque, quando chegar aos mil jogos, estarei com 39 anos e não terei muito mais o que fazer. A fase dos 40 anos é o máximo que um atleta pode render. Dá para chegar até lá, mas o segredo é estar sempre motivado, trabalhando bem a parte muscular e conquistando grandes resultados em campo. Ainda quero curtir tudo isso um pouco mais – ressaltou.