Novo presidente do São Paulo mira pendências urgentes e evita mudanças às pressas no clube
20/01 - 18h27
Harry Massis assumiu o posto de presidente do São Paulo na última sexta-feira, depois que o então presidente Julio Casares foi destituído preventivamente do cargo. Apesar da ânsia externa por mudanças no clube, o dirigente tem concentrado forças em pendências mais urgentes.
O primeiro ato foi se reunir com o elenco na manhã de sábado, numa amostra de extrema importância do futebol para o momento do São Paulo. O entendimento de Massis e seus pares é de que o primordial, neste momento, é dar tranquilidade para o principal departamento do clube e isolar o CT da Barra Funda de problemas extracampo.
Resolver pendências financeiras do elenco, como direitos de imagem atrasados, e de outras áreas do clube também é outra prioridade do novo presidente do São Paulo, antes de mudanças em diretorias.
Ainda no sábado, Massis se reuniu com executivos do São Paulo para deixar claro que sua gestão, se confirmada em votação entre os sócios, será de "apenas" 11 meses e terá caráter de urgência - a próxima eleição para o triênio de 2027 a 2029 será em dezembro. O foco será resolver o que precisa ser resolvido imediatamente e que impacte no dia a dia do clube.
Por enquanto, portanto, a tendência é de que o novo presidente tente organizar o São Paulo, já que a gestão de Julio Casares, nas últimas semanas, lidava diretamente com um processo de impeachment e se afastou de questões da rotina de um grande clube.
O que também ainda desacelera o ritmo de mudanças é o fato de Massis, por enquanto, ser presidente interino. Após a aprovação do processo de impeachment no Conselho Deliberativo, Casares terá seu futuro votado também entre os sócios do São Paulo em até 30 dias. Neste período, seu vice ocupa a cadeira da presidência.
E é este o momento que o Tricolor vive agora. O presidente do Conselho, Olten Ayres, precisa marcar a Assembleia Geral para os sócios votarem o impeachment de Julio Casares, o que ainda não aconteceu. O dirigente também não renunciou ao cargo, o que faria de Massis o presidente de fato.
Por enquanto, Massis concentra suas forças em tomar conhecimento de tudo o que acontece no clube, já que ele não era próximo de Casares, e resolver pendências de caráter urgente. As maiores mudanças só devem ser praticadas depois da votação do impeachment entre os sócios.